quinta-feira, 9 de julho de 2009

Identidade Visual: Kraft Foods muda logomarca duas vezes em menos de 6 meses

Imagem corporativa, identidade visual, trabalho de cores, teste de tons e inúmeras justificativas para explicar uma modernização da logomarca marcam as etapas da remodelagem da imagem das empresas. A Kraft Foods, marca gigante e mundialmente conhecida, mudou a sua logomarca em menos de 6 meses. Algo inusitado, mas com certeza deve ter sido muito bem justificado.

Logo em Fevereiro/2009
Nova Logo em Julho/2009
O que mudaram: a fonte, uma era em negrito e a outra não. Agora as duas estão "cheias". Essa correção ajuda na hora de reduzir a logo de tamanho. Ponto positivo. As cores, passaram de tons escuros para tons mais claros. Ponto positivo. A lombadinha que fazia sorriso no "foods" passou para a "Kraft" (vc não tinha percebido que era um simulador de sorriso, né?). Tanto faz, mas valoriza mais o "Kraft". Posição das florzinhas, no meu ponto de vista, poluiu a marca.

Além dos custos de mudança em todos os materiais de comunicação da empresa, não existe site da Kraft no Brasil. O site mais perto daqui fica na Argentina e lá o logo ainda é o antigo, aquele antes de fevereiro de 2009. Como esse do lado que você conhece. Assim, a mudança do logo da Kraft passa a insegurança, a indecisão de uma empresa que não consegue decidir sobre o seu logo e que com certeza custou caro. Agora deve ter custado o dobro. Fico pensando na alegria da agência quando fechou esse segundo logo. E da velocidade da empresa que ainda não atualizou os logos dos sites como o da Argentina. Só tem uma conclusão para isso, falta de integração no marketing e na comunicação com o cliente. E o pior é que por trás disso tudo existem profissionais que acabam sofrendo ou sendo responsabilizados por essa falta de "liga".

Fonte: Brandnew

Coca-Cola Diet lança garrafa da "Ugly Betty" por Patricia Field

Raramente vemos o mesmo acontecer no Brasil com um seriado, mas inspirado no sucesso do seriado “Ugly Betty”, a Coca-Cola do Reino Unido lançará uma garrafa especial desenhada pela famosa estilista de “Sex and the City”, Patricia Field.
A “The Betty Bottle” é uma proposta da Diet Coke para que as mulheres possam criar sua própria interpretação da vida moderna. E para isso, ela vem acompanhada de alguns “acessórios” que são pequenos adesivos do seriado, permitindo personalizar a sua garrafa. A edição limitada estará disponível apenas em vending-machines.

Fonte: BrandRepublic

Marketing: Olympus cria "The PEN Story" pelos 50 anos da câmera PEN

Unir o produto final em uma história e ainda por cima criar um filme sem nenhuma pós produção, foi o desafio que a Olympus resolveu encarar e o resultado foi um fantástico filme de 3 minutos em stop motion intitulado “The PEN Story” onde foram utilizadas 60.000 imagens, devorou mais de 9.600 impressões e teve que repetir mais de 1.800 fotos em mais de 20 locações diferentes. Criatividade, técnica e uma idéia simples para unir o produto ao cliente. Você vai gostar de assistir e no final, se dá conta que é uma propaganda.

fonte: Olympus

Outdoor interativo e chocante para alertar acidentes na chuva

Sabemos que acidentes de carros sempre acontecem, na chuva então, mais ainda. Para isso a ideía da agência Colenso BBDO da Nova Zelândia para o distrito de Papakua foi colocar um outdoor que sangra para comunicar sobre acidentes de trânsito.
Para alertar aos motoristas sobre os perigos de se dirigir sem atenção quando está chovendo, esse painel “sangra” em contato com a chuva, mostrando o possível resultado de uma condução irresponsável. A frase: ““Rain changes everything. Please, drive to the conditions” reforça a peça que ganhou bronze em Cannes de 2009.
Resultado: não houve nenhuma morte no período chuvoso. Interação, é a nova tendência da comunicação externa.



Fonte: Directdaily

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Estratégia de Diversificação: Mcdonalds vai se tornar ponto de abastecimento de carro elétrico

Em varejo, a localização é um dos fatores críticos de sucesso de maior peso no empreendimento. Para os estrategistas, ele é considerado um recurso valioso, inimitável, raro de ser copiado e imóvel, tornado-se altamente estratégico. Mas a estratégia demanda sempre opções e novos caminhos para continuar crescendo. Uma das estratégia que gosto de recomendar em minhas assessorias é a diversificação. Veja o exemplo do Mcdonalds.

O Mcdonalds possui os melhores pontos de vendas em uma região, fruto de estudos e investimento em pesquisa de localização e mercado. Qualquer empreendimento do Mcdonalds torna-se referência. Uma boa loja, sempre é aproveitada para se tornar um drive-thru e em alguma regiões, torna-se um delivery. Ou seja, fora o atendimento no balcão, são mais 2 formas de vendas. A comodidade e as estratégias sempre voltadas para o business do Mcdonalds. Mas agora ele dá um passo à frente. Como first-mover em aproveitar o seus pontos, agora se tornarão postos de abastecimento para carros elétricos nos EUA. Com mais de 30 mil pontos no mundo, pode se tornar uma referência em abastecimento. É a diversificação aproveitando o seu ponto forte, localização. Como a recarga demora, o Mcdonalds ainda pode aumentar o seu faturamento em lanches. Pode piorar o giro das mesas, mas está abrindo um precedente enorme para que outras empresas que possuem boas localizações se tornem pontos de abastecimento, afinal, rede de energia tem em todos os estabelecimentos.

Simples, fácil e útil. Com essa estratégia, o Mcdonalds irá reforçar mais ainda a localizações das suas lojas como pontos de referências. E a sua empresa, já pensou em diversificar?

Fonte: Bloggingstocks

terça-feira, 7 de julho de 2009

Novos "produtos": Protótipo da Airbus para viajar em pé

Depois de verificar a polêmica do post que coloquei sobre a Spring Airlines da China em utilizar a estratégia de criar aviões em que os passageiros viajam em pé, encontrei o protótipo elaborado pela Airbus e publicado pelo The New York Times em 2006 sobre o assunto. O desafio será reservado aos profissionais de marketing, caso a idéia entre em produção, convencer de que a classe econômica, com menor espaço, viajando em pé, aceite o serviço em troca de um valor de passagem menor. Vale lembrar que em viagens longas, recomenda-se andar no avião e que ficar em pé sem turbulências, não há contra-indicações. Claro que isso não será uma unanimidade, mas chama a atenção e acredito que está se tornando muito factível, principalmente depois que a primeira companhia voar nesse sistema. É aguardar e ver o que acontece.

Fonte: The New York Times

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Coisas Novas: Marcas, Produtos e gente nova no Twitter

Depois da entrada dos chineses no mercado de bicicletas que provocou o declínio de marcas como Caloi e Monark, o empresário Tito Caloi, bisneto do fundador da Caloi, lançou nesta segunda-feira (06/07/09) sua nova marca de bicicletas, a Tito, juntamente com a linha de bicicletas oficiais dos cincos principais clubes de São Paulo: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos e Portuguesa. Inicialmente, os modelos fabricados atenderão a um público de crianças entre 4 e 6 anos (aro 16) e entre 7 e 10 anos (aro 20). Faixa etária que corresponde, hoje, a 32% de todo o mercado de bicicletas no Brasil, estimado em 5,5 milhões de unidades produzidas por ano. A nova marca entra no mercado com o intuito de unir o amor do brasileiro pelo futebol com o sonho de qualquer criança em ter a sua primeira bicicleta. O interessante é que é justamente agora que as grandes redes de varejo começam a comprar para o final do ano. O que dá tempo, inclusive de importar as magrelas caso venham do outro lado do mundo.

Essa é para quem não tem mais o que inventar. Depois da desova de conteiners de canetas espiãs, chegou a vez das Dog Cams. Para os que adoram acompanhar os cachorros, lançaram uma mini câmera digital recarregável via USB que se encaixa na coleira do seu animal. Pronto, você verá o que seu pequeno amigo faz, cheira, come e apronta enquanto não está por perto. Perfeito espião, a idéia é boa, logo virão melhoramentos. Capaz de armazenar 40 fotos, câmera possui um modo automático de intervalo que pode ser configurado para tirar fotos com 1,5 ou 15 minutos. Na resolução 640 x 480 a qualidade não é muito boa, mas dá pra registrar momentos legais.

Enquanto isso, no mundo digital, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) adere à rede Twitter para comunicar suas ações. A iniciativa segue outras unidades do MPF e do Poder Judiciário, que já estavam se utilizando da rede social. Os interessados em receber informações do MPF-SP deverão seguir o usuário @MPF_SP.

Vários órgãos governamentais, incluindo a Presidência da República, estão incluindo o microblog entre suas iniciativas digitais. Até o fim de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estreia um blog e um canal no site de vídeos YouTube para se comunicar com o público mais jovem. Depois dessa primeira fase, outras iniciativas, como o Twitter, serão avaliadas. Será que vai ter Bolsa Digital para quem participar no Twiiter do governo? Ou Twitterdenúncia no Twitter do Ministério Púbico? É ver para crer.

Fontes: Exame, Geekalerts, IDGNow

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Anúncios interativos, a nova geração da publicidade

Comunicar, esse é um dos papéis da publicidade. Ferramenta útil em qualquer ação integrada de marketing. Elas reforçam a ação, a marca, o objetivo e dão visibilidade. Mas ultimamente as mídias tradicionais estão perdendo espaço em termos de atenção e financeiros para as mídidas que usam a internet como plataforma. Talvez essa pressão concorrência desse mercado, combinado com a acessibilidade da tecnologia e a criatividade, as mídias de rua estão caminhando para a próxima geração: a interatividade. Já pensou você passar na frente da vitrine e ver um holograma convidando você a aproveitar a oferta do produto X, pois ele está em oferta só nos próximos 5 minutos? Ainda não vi nada parecido, mas acho totalmente factível atualmente.

A Anistia Internacional resolveu criar o primeiro poster de abrigo de ônibus interativo do mercado que utiliza a tecnologia de "eye tracking". Quando não se está olhando para o anúncio, a imagem é de agressão do homem para com a mulher. Quando se lha para o anúncio, a imagem muda. Com essa simplicidade o anúncio deu o seu recado e ainda interagiu com os receptores da mensagem, as pessoas. (Agência: Jung von Matt Hamburg, Alemanha)

Não tem a tecnologia do "eye tracking", mas o sensor avisa quando alguém está passando e FLASHs para todo lado. As pessoas olham assustadas, surpresas e ganham seu momento de fama. A Nikkon realizou a ação em uma estação de metrô de Seoul, por onde passam 5 mil pessoas diariamente. Detalhes como o tapete vermelho e a sensação de ser uma estrela, já dizem tudo. O retorno de vendas e a exposição da marca foram um sucesso. Simples, não? (Agência: Cheil Worldwide Seoul, Coréia)

Mas você tem criatividade e não tem esses recursos tecnológicos de montar painéis que interagem com o público e nem muita verba? Faça como a Misereor com o seu "Poster de Doação". O poster estimulava quem passava a doar 50 centavos que eram colocados no poster por um buraco de moedas e o valor era depositado em um tudo de acrílico que simulava uma seringa mostrando quanto já tinha sido doado e quantas injeções poderiam ser pagas com aquele montante. (Agência: Kolle Rebbe Hamburg, Alemanha)

Três exemplos claros da nova geração de mídias de rua que vieram para ficar. Os clientes já estão tão acostumados a responder a estímulos pela internet que esses simples cases mostram a viabilidade da interação. Além de gerar buzz, comunicações interativas podem ser feitas em diversos ambientes e praticamente adotados por todos os segmentos de negócios. Que tal aproveitar essa oportunidade?

Fonte: AdsoftheWorld

Desafio estratégico: Supermercados ainda não se adaptaram ao canal de venda da internet

Desde 1999 quando pubiquei um capítulo no livro Varejo Competitivo sobre Marketing na Internet, acreditava que a venda pela internet era factível e altamente rentável. Não mudou nada. Talvez pelo pioneirismo, o artigo tenha sido um sucesso, mas claro, baseado em pesquisas e pontos de vistas acadêmicos e práticos que mostravam à 10 anos atrás os passos que o mercado deveria dar. Recentemente a Pro Teste, entidade de defesa dos consumidores, fez uma avaliação sobre o serviço de compras virtuais de 15 supermercados. Foram pesquisadas as empresas Pão de Açúcar, Angeloni, Hippo, Nacional, Zona Sul, Princesa Supermercados, Mercadorama, MartPlus, Econ e Sonda, presentes em sete capitais brasileiras. A pesquisa mostrou que ainda há muito que evoluir, mas que a adesão das grandes redes não terá desistências tão cedo. Um dos pontos críticos foi a entrega de produtos refrigerados. Entre todas as solicitações, em apenas um caso o produto foi acondicionado de forma adequada e chegou na temperatura ideal. É simples, enquanto os fornecedores entregam produtos frios em veículos adaptados para tal, a logística dos gestores das unidades de negócios dos supermercados ainda pensam na entrega de kombi. Ou seja, falta de visão para atender melhor às necessidades do consumidor em um modelo de negócio diferente.

Outro ponto crítico apurado foi o tempo de entrega. Quatro dos 15 estabelecimentos não cumpriram o horário marcado para a entrega e a maioria excedeu o prazo de duas horas. Os gastos foram, em média, 4% superiores aos das compras feitas nas lojas físicas, com variações que chegaram a até 17%. O que vejo é que falta cabeça de negócios nos gestores. É como uma pizza, pega o pedido, faz a pizza e entrega de MOTO. Pedido à pedido. O preço de uma pizza entregue em casa e uma congelada do supermercado tem uma diferença de muito mais do que de 100%. Significa que quem cuida desses canais nas redes não está pensando como delivery e sim como entrega de compras da década de 80 quando o empacotador levava de bicicleta e hoje deram um furgão para ele. E tem mais, a maioria das compras nos supermercados presenciais é de coisas pequenas, que cabem em 2 ou 3 sacolas que cabem perfeitamente no baú de uma moto.

Novo canal de vendas necessita de adaptações, não só de sistemas de informática, mas de sistemas e formas de trabalho. Enquanto o varejo virtual de alimentos não evolui, muitas oportunidades se abrem. Deve-se lembrar que existem perfis de compradores. Quem compra pela internet é diferente de quem gosta de ir no supermercado. Já está mais que provado em diversas pesquisas, homem detesta ir ao supermercado, agora que tal perguntar se comprariam pela internet? Espero que de tanto investirem nesse novo canal, possam determinar um mark up justo e empregar uma abordagem diferente da que estão fazendo atualmente. Até agora só modernizaram a forma de comprar, não no formato do canal. Quem sair na frente (first mover) e entender essas adaptações será o vencedor.

fonte: Pro Teste

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Estratégia: Viajar de avião em pé - Spring Airlines tem sinal verde da Airbus

Low Fare por Low Fare eu adoraria viajar em pé por diversão em rotas curtas. Quando se para e pensa, aparecem cada oportunidade de tirar o chapéu. Na China, um dos países mais populosos do mundo, com milionários do tamanho da população brasileira, parece que está com mais demanda que oferta de lugares nos vôos. A compra de novas aeronaves também demora alguns anos, já que tudo é feito sob demanda. Com esses problemas em mãos, a Spring Airlines, companhia aérea da China, está com um projeto de criar uma nova modalidade de vôo aéreo: viajar em pé!

Essa solução reduziria em 20% os custos das passagens. A Airbus foi consultada para essa solução e a resposta foi que não há problema, viajar em pé é seguro. A idéia é que as poltronas sejam substituídas por banquinhos, tipo banquinhos de bar. E a segurança continuará, pois o cinto de segurança ficará em volta da cintura.

A única barreira agora é do governo Chinês, se aprovada, os planos entrarão em produção e em breve, teremos o primeiro vôos com passageiros em pé no mundo. O presidente da Cia aérea Wang Zhenghua está confiante, pois a idéia foi sugerida pelo vice premier da China, Zhang Dejiang. Esse camarada do governo sugeriu que para baixar os preços, os passageiros deveriam ser capazes de pegar o vôo como pegam um ônibus, sem assentos, sem guarda volume para bagagem, sem comida, sem água, mas muito conveniente.

Temos que parar para pensar e não dar soluções só em momentos de pressão. As decisões surgem em qualquer cenário. Será que a moda de viajar em pé pegaria no Brasil? Você adoraria pagar menos para viajar em pé? Tem tantos vôos que vão lotados que no meu ponto de vista não seria má idéia. Seria uma oportunidade estratégica e tanto. Ser a primeira cia aérea a ter essa modalidade de vôos será uma marca que ninguém mais vai esquecer.

Fonte: Sky
Blog Widget by LinkWithin