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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Branding shop: Pepsi abre primeira loja on-line

Primeira loja on-line da Pepsi? E a Segunda, quando será? Loja on-line é loja on-line, não tem primeira. Mas a Pepsi resolveu inaugurar a sua loja (shop.pepsi.com) recentemente, e é primeira, pois só entrega para os EUA e Canadá. Entendeu? A segunda pode ser para entregas em outras localidades. Mas vale a pena para os fãs da marca. O ponto positivo é justamente a economia, ter uma e-loja é muito mais barato que uma loja física da marca. Além de poder alcançar o país inteiro e todas as características que um e-commerce proporcionam. Mas o mais importante: propaga aos clientes fãs a oportunidade de ter os produtos com a marca da Pepsi e para a Pepsi, aproximar do estilo de vida dos seus clientes.

Estrategicamente é um passo importante para se aproximar dos seus clientes, criando um canal de vendas exclusivo da marca. Para quem não sabe, a Coca-Cola já possui uma e-loja. É a Coca-Cola Store. Inclusive possui uma no Brasil, muito "pobre" em produtos e que é administrada pela Americanas.com. Grandes marcas e pouca presença comercial de produtos com a marca no Brasil. Será que é medo de arriscar? Quais serão os próximos passos? Que tal uma loja do nosso Guaraná Antarctica?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Google investe em Pixazza, site que vende os produtos que estão nas fotos

Prepare-se, o Google está investindo US$ 5,75 milhões na startup Pixazza, que associa imagens e fotos a links de compra na web.
A startup está colocando sua tecnologia no mercado para os anunciantes.

Como funciona: O Pixazza coloca etiquetas de compras sobre as fotos. Os usuários podem visualizar os links para produtos passando o mouse sobre a imagem.

Investimento totalmente estratégico do Google. Mais uma ferramenta para potencializar as vendas e aumentar a experiência de compra por impulso. Quem sabe não se chama "Picture experience" ou "p-commerce" (Picture commerce).

Enquanto isso, a lentidão da TV digital no Brasil vai perdendo oportunidades, mas poderá copiar as soluções encontradas pela internet.

Fonte: Cnet

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sonegação fiscal em e-commerce brasileiro com os dias contados

Acabou a moleza. Se fala tanto em estatísticas do comércio eletrônico no Brasil e o crescimento mundial. Sou entusiasta no assunto e gosto muito do mundo online como canal de venda, mas como a mídia fala tanto, parece que finalmente os órgãos do governo resolveram voltar os olhos para essas empresas. É certo que os grandes varejistas não devem ter tanto problema com seus faturamentos e os ICMSs da vida, mas parece que as que andam na sombra da receita podem começar a rever suas estratégias de negócios, principalmente no quesito impostos à pagar.

O fisco quer apertar o cerco às lojas virtuais que não pagam impostos. Em São Paulo, o governo prepara mudanças na legislação do ICMS para facilitar a fiscalização das operações virtuais. A Receita Federal criou grupo de estudo para também mapear o setor. As vendas virtuais devem movimentar R$ 10 bilhões em 2009, valor 22% maior do que o negociado no ano passado, segundo estimativas do setor.

Até o fim de agosto, o fisco paulista deve encaminhar à Assembleia Legislativa um projeto de lei que obriga as empresas que operam na internet a informar dados cadastrais (como endereço e CNPJ) e de vendas feitas pelas lojas virtuais.

O objetivo: arrecadar impostos de um canal que vende muito e cresce a cada dia.

O foco: os sites que operam de forma irregular e driblam o pagamento de impostos, e não as lojas e provedores legalmente estabelecidos.

O desafio: A idéia da Secretaria da Fazenda paulista é que as empresas forneçam dados ao fisco.

O futuro: Quem quiser realmente entrar no e-commerce vai ter que se adaptar às novas regras, à ética comercial, e estar mais preparado a atender ao cliente. Será muito bem vinda a fiscalização, assim vai acabar com o movimento dos "camelos" virtuais que montam a "barraca" em qualquer lugar, vendem o que querem e somem na mesma velocidade. Agora vão sumir ao primeiro sinal do "Rapa". E quem sabe as Notas Fiscias eletrônicas ao consumidor saem do papel.

Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Desafio estratégico: Supermercados ainda não se adaptaram ao canal de venda da internet

Desde 1999 quando pubiquei um capítulo no livro Varejo Competitivo sobre Marketing na Internet, acreditava que a venda pela internet era factível e altamente rentável. Não mudou nada. Talvez pelo pioneirismo, o artigo tenha sido um sucesso, mas claro, baseado em pesquisas e pontos de vistas acadêmicos e práticos que mostravam à 10 anos atrás os passos que o mercado deveria dar. Recentemente a Pro Teste, entidade de defesa dos consumidores, fez uma avaliação sobre o serviço de compras virtuais de 15 supermercados. Foram pesquisadas as empresas Pão de Açúcar, Angeloni, Hippo, Nacional, Zona Sul, Princesa Supermercados, Mercadorama, MartPlus, Econ e Sonda, presentes em sete capitais brasileiras. A pesquisa mostrou que ainda há muito que evoluir, mas que a adesão das grandes redes não terá desistências tão cedo. Um dos pontos críticos foi a entrega de produtos refrigerados. Entre todas as solicitações, em apenas um caso o produto foi acondicionado de forma adequada e chegou na temperatura ideal. É simples, enquanto os fornecedores entregam produtos frios em veículos adaptados para tal, a logística dos gestores das unidades de negócios dos supermercados ainda pensam na entrega de kombi. Ou seja, falta de visão para atender melhor às necessidades do consumidor em um modelo de negócio diferente.

Outro ponto crítico apurado foi o tempo de entrega. Quatro dos 15 estabelecimentos não cumpriram o horário marcado para a entrega e a maioria excedeu o prazo de duas horas. Os gastos foram, em média, 4% superiores aos das compras feitas nas lojas físicas, com variações que chegaram a até 17%. O que vejo é que falta cabeça de negócios nos gestores. É como uma pizza, pega o pedido, faz a pizza e entrega de MOTO. Pedido à pedido. O preço de uma pizza entregue em casa e uma congelada do supermercado tem uma diferença de muito mais do que de 100%. Significa que quem cuida desses canais nas redes não está pensando como delivery e sim como entrega de compras da década de 80 quando o empacotador levava de bicicleta e hoje deram um furgão para ele. E tem mais, a maioria das compras nos supermercados presenciais é de coisas pequenas, que cabem em 2 ou 3 sacolas que cabem perfeitamente no baú de uma moto.

Novo canal de vendas necessita de adaptações, não só de sistemas de informática, mas de sistemas e formas de trabalho. Enquanto o varejo virtual de alimentos não evolui, muitas oportunidades se abrem. Deve-se lembrar que existem perfis de compradores. Quem compra pela internet é diferente de quem gosta de ir no supermercado. Já está mais que provado em diversas pesquisas, homem detesta ir ao supermercado, agora que tal perguntar se comprariam pela internet? Espero que de tanto investirem nesse novo canal, possam determinar um mark up justo e empregar uma abordagem diferente da que estão fazendo atualmente. Até agora só modernizaram a forma de comprar, não no formato do canal. Quem sair na frente (first mover) e entender essas adaptações será o vencedor.

fonte: Pro Teste
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